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"Deus Desconhecido"

Todos conceituam, mas poucos experimentam. O Deus Real está esquecido e banalizado pela cultura, filosofia e religião, a humanidade O desconhece. As perguntas para a insegurança humana são dadas de maneira superficial, há muita definição e pouca experiência! Ele não é o deus desta cultura ou filosofia, tampouco o Deus dos religiosos. Mas sei que Ele se manifestará novamente acima de conceitos, padrões e definições. Visões serão restauradas e existências impactadas pelo "Deus Desconhecido"

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Os fariseus da adoração - Parte II


Os fariseus da adoração - Parte II

Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.” (Lc. 12.1.)

O diretor musical e escritor Rory Noland, comentou com sabedoria a respeito da hipocrisia do cristão. Ele diz que é muito ruim sermos acusados de não praticar o que pregamos. Isso é hipocrisia – quando aparentamos estar bem por fora em nome de uma boa imagem, quando não é, na verdade, como estamos por dentro. Sabemos as palavras certas para soarmos “cristãos”, mas estamos encobrindo a verdade sobre nós mesmos. É meramente uma “forma de piedade” (2Tm. 3.5), porém não é que realmente somos. Parece espiritual, contudo não há profundidade ou poder. Isso acontece quando cantamos o hino “Tudo entregarei”, mas nossas vidas sequer estão perto disto. Deus não aprova a hipocrisia. Em Amós 5.23, o Senhor está farto da hipocrisia de seu povo e, especialmente, de sua música: “Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras.”

Em Amós 5, podemos observar que os israelitas da época do profeta Amós eram hipócritas e cínicos. Eles celebravam muito bem as festas religiosas e ofereciam sacrifícios regularmente, mas o seu amor pelo Senhor havia se esfriado há muito tempo. Freqüentavam os cultos para mostrar que eram pessoas decentes e santas, mas seus corações estavam vazios e longe de Deus. Sua religião era enganosa e não possuía substância. Evidentemente, não havia nada de espiritual e verdadeiro na adoração deles. No versículo 23, Deus revela que as músicas dos israelitas haviam se tornado para ele apenas mero ruído. O vocábulo “estrépito” significa barulho forte, agitação, tumulto, ostentação. Era exatamente isso que a adoração dos israelitas havia se tornado para Deus: apenas barulho, ostentação e hipocrisia. É por isso que ele diz que não ouviria as melodias executadas pelos seus músicos.

O que podemos aprender com os relatos do profeta Amós? Deus não irá ouvir canções de louvor e adoração vazias, não importa o quão criativas ou formosas sejam, se nossos corações não estiverem sinceros e retos diante dele. A Bíblia descreve o rei Amazias como um homem que “fez o que era reto perante o Senhor, não porém com inteireza de coração” (2Cr. 25.2). Em outras palavras, suas ações eram boas, mas sua atitude era má. Ele aparentava ser bom por fora, mas seu coração estava longe de Deus. A verdadeira adoração requer um novo nascimento, requer uma mudança interior. É por esta razão que aqueles que não são filhos de Deus, não podem ser considerados adoradores. Somente aqueles que receberam a Cristo e crêem em seu nome, estão aptos para prestar uma adoração em espírito e em verdade (João 1.12).

Quando os cristãos não vivem aquilo que declaram, pregam ou cantam, estão utilizando a máscara da adoração, vivendo na hipocrisia, como os fariseus e os israelitas da época de Amós. Aparentemente são pessoas profundamente espirituais, no entanto, os seus corações não estão ligados com Deus. Devemos estar constantemente nos vigiando para não cair nesta armadilha.

É realmente muito triste observarmos alguns irmãos falando sobre Jesus como se fossem amicíssimos dele, contudo, não o conhecem e não põem em prática os seus ensinamentos. Alguns chegam até a envergonhá-lo quando escolhem viver uma vida pecaminosa, apesar de declararem que são filhos de Deus e de sustentarem uma bela aparência de santos. Estes não podem ser considerados discípulos verdadeiros de Cristo! Vivem totalmente independentes de Deus e suas vidas espirituais são completamente vazias.

Aqueles que usufruem a máscara de adoração têm um vazio no coração que só Deus pode preencher. São bons crentes e ótimos estudiosos da Bíblia, praticam boas obras, mas ainda não nasceram de novo e não entendem das coisas espirituais (1Cor. 2.14-16). Se não mudarem de vida, nunca chegarão à verdadeira adoração. Se não aceitarem estar no processo da santificação, não poderão alçar um louvor que agrada a Deus.

Por falar em “nascer de novo”, você se lembra da história de Nicodemos? Ele era fariseu e principal entre os judeus (membro do sinédrio), e provavelmente um homem zeloso. Evidentemente tinha um ótimo conhecimento das Escrituras, mas era incapaz de entender as palavras de Jesus! Você sabe por quê? Ele ainda não havia nascido de novo! Nicodemos era um ótimo crente, um ótimo religioso, no entanto, ainda não podia ser um verdadeiro adorador! Ele ainda não entendia as coisas espirituais (vide João 3.1-21). A verdadeira adoração requer novo nascimento! No versículo 10 Jesus fala com Nicodemos em tom de repreensão: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?”

Querido irmão, as máscaras de adoração precisam ser exterminadas de nosso meio urgentemente. Aqueles que, dentre nós, ainda não nasceram de novo, busquem arrepender-se sinceramente diante de Deus, e voltem seus corações para ele. Quanto a nós, filhos de Deus, precisamos nos arrepender de toda deslealdade, mentira e transgressão que cometemos contra o nosso Amado Pai. Todo tipo de falsidade e simulação deve ser confessado diante dele com sinceridade e contrição.

É nosso dever como cristãos cultivar uma vida com Deus dentro e fora do templo, mantendo comunhão com ele em todos os momentos de nossa vida. Caro leitor, desejo que você entenda uma coisa: antes de se preocupar com a sua imagem e reputação perante os homens, olhe para o seu coração e veja se ele está agradando a Deus. Pare por um segundo e faça a ele os seguintes questionamentos: “Pai... o que o Senhor está achando da minha adoração? O Senhor está se agradando da minha vida cristã? Onde tenho falhado? Tenho sido hipócrita em alguma área de minha vida?

Chega de falsidade e hipocrisia dentro de nossas igrejas, não sejamos os “fariseus” de nossos dias! Busquemos a Deus incessante e sinceramente, não importando o número de pessoas que se encontram ao nosso redor. Lembre-se que Deus está constantemente procurando por corações sinceros e contritos que realmente o buscam em humildade!

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